O DESEJO E O TRABALHO

No mês em que se comemora o dia do trabalho, uma das frases que mais escutei nas rodas de conversa foi: o que temos para comemorar? Alguns respondiam que na atual situação econômica do país, só o fato de se ter um emprego já seria motivo suficiente para comemorar, outros respondiam que trabalhar nas áreas de saúde ou educação não é motivo de celebração, visto a precariedade de ambos os setores. Em ambas as respostas, chamou-me a atenção o fato de que nenhuma das pessoas manifestou qualquer desejo pelo que faz. O desejo nos move em direção à um propósito, retirando-nos de nossa zona de conforto em busca de algo que nos falta. Portanto, resgatar o desejo parece um propósito urgente em nossa práxis. Se resgatar é libertar algo que está preso proponho que analisemos não a falta de desejo, mas o que o aprisiona. Temos vivido em um mundo onde pequenos e imediatos desejos tem se sobreposto a desejos mais valorosos numa proporção tão intensa e em número tão elevado, que nos perdemos muitas vezes não pela falta do desejo, mas pelo excesso do mesmo. Pacificar os desejos que nos movem na direção contrária a dos nossos valores essenciais deveria ser portanto uma das razões para encontrarmos motivos para comemorar não apenas o nosso trabalho, mas o que podemos realizar através do mesmo. Este será o tema de nosso próximo encontro, participe!!! Clique aqui para se inscrever.


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