APRENDIZAGEM SEGURA: UMA REALIDADE CADA VEZ MAIS PRÓXIMA!

February 15, 2016

 

Cotidianamente recebo questionamentos sobre a viabilidade de se utilizar a simulação como forma de ensino - aprendizagem na área da saúde, principalmente no que se refere ao valor de aquisição de manequins, softwares e outros recursos, inclusive físicos, que compõe os cenários de prática. Neste sentido, importante destacar que: “Simulação é técnica, não tecnologia, para reproduzir ou amplificar experiências reais por experiências guiadas que evocam ou replicam aspectos substanciais do mundo real de maneira totalmente interativa.”(COUTO, 2014, p.01).

Várias são as possibilidades de emprego da simulação, bem como as ferramentas e estratégias para a adoção da mesma (tema que será tratado no curso "Aprendizagem segura: simulação e habilidades" ). Um dos maiores benefícios é que a simulação, quando bem utilizada, garante uma aprendizagem segura, que se traduz em redução de agravos aos usuários e a construção de competências atitudinais, cognitivas e procedimentais para o aprendiz, pela reflexão crítica sobre sua prática, mediada pelo instrutor. Várias instituições empregam uma soma considerável de recursos na construção de um cenário perfeito e se esquecem de preparar o corpo docente/ instrutores para o alcance destes benefícios, reproduzindo modelos de ensino aprendizagem que focam na execução do procedimento e não no desempenho do aprendiz. Portanto, o que mais dificulta o emprego da simulação é a dificuldade de reconhecimento desta estratégia, como parte do processo de aprendizagem e não como finalidade em si mesma. Consequentemente, a forma de se avaliar fica comprometida e o que temos assistido é a utilização de debriefing, check lists e outros métodos, onde a avaliação da aquisição de competência se perde seja pela subjetividade do instrutor, seja pelo despreparo no uso da estratégia.

O emprego de simulações em cursos de graduação, em parceria com serviços e equipes de saúde da rede pública e privada, tem se mostrado como uma estratégia efetiva não apenas para a aprendizagem dos estudantes, mas por proporcionar uma prática interdisciplinar entre os cursos e equipes, bem como a fixação da aprendizagem pelos profissionais pelo aumento de contato com os aspectos teóricos e práticos envolvidos.

A boa prática de hoje é um simulado de trauma, com múltiplas vítimas, desenvolvido por uma faculdade privada, filantrópica de Belo Horizonte. A mesma já tem realizado a prática de forma sistemática, utilizando várias etapas preparatórias onde as competências começam a se desenvolver, culminando com atividades avaliativas pós evento, buscando uma reflexão sobre o desempenho dos envolvidos. A visualização completa do evento pode ser feita no link: https://www.youtube.com/watch?v=eFVNAg8dnUs , mostrando que a aprendizagem segura é sim uma realidade possível para a formação de competências.

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