A esperança e o medo frente ao desconhecido: quando o acesso a informação e o apoio às emoções fazem toda a diferença!

December 30, 2015

 

 

Em geral, quando nos deparamos com uma situação desconhecida, por mais que ela seja aguardada e até desejada como solução para problemas que estejamos vivenciando, somos invadidos por um misto de sentimentos motivados pela vulnerabilidade a que ficamos submetidos e a fragilidade decorrente desta nova experiência. Quando este desconhecido se refere á nossa saúde, em especial quando vamos nos submeter a uma cirurgia, o medo de sequelas e até mesmo da morte ganham uma dimensão assustadora. Apesar de diretrizes e até mesmo legislações sobre segurança e direitos do paciente, não é raro encontrarmos situações onde os mesmos desconhecem o diagnóstico e o motivo da indicação cirúrgica ou sequer foram ouvidos pela equipe sobre seus medos e anseios. E eles são muitos: a anestesia é um dos principais receios, mas o preparo pré operatório, o que levar para o hospital, a entrega do corpo e de sua intimidade à desconhecidos, as limitações pós operatórias e a ausência da família podem ser fatores geradores de complicações e até de cancelamentos dos procedimentos.

Para Camila Laura Queiroz Barroso, acadêmica de enfermagem de um hospital público de BH, responsável pelo projeto "Atenção integral ao paciente cirúrgico", que tem como objetivo desenvolver ações que possibilitem facilitar o processo cirúrgico para o paciente, através de reuniões que o auxiliam no preparo pré-operatório e na redução da ansiedade, além do acompanhamento pós-cirúrgico, a experiência tem lhe proporcionado diferentes sentimentos, pois envolve o preparo científico para orientar esse público, a disponibilidade para atender à necessidade dos mesmos,  tornando-a mais sensível e atenta para desenvolver uma assistência humanizada. Para ela, esclarecimentos de dúvidas e a escuta qualificada do beneficiário, são de grande relevância durante todo o processo perioperatório, visto que o fornecimento de orientações e informações coerentes reduzem o nível de insegurança do paciente e favorecem rela­cionamentos adequados e positivos, estabe­lecendo um vínculo de confiança, que implica no processo positivo de recuperação do beneficiário. Transformar o medo em esperança é um exemplo de boa prática!

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