Administração e Gestão de serviços de saúde: tarefa das mais difíceis! Ninon de Miranda Fort


O papel da gerência é de extrema relevância na organização do processo de trabalho, pois ela pode manter ou alterar uma situação. Ninon, ao descrever sobre os aspectos presentes no desempenho desta função, nos leva a refletir sobre a importância de se ter um projeto de gestão sem perder de vista a razão de sua existência. O conflito gerado por interesses, muitas vezes contrários, pode ser um ponto catalizador de transformações necessárias, desde que estejamos dispostos e disponíveis. Sua experiência lhe legitima para considerar a gestão como: "Tarefa das mais difíceis , pois temos que lidar com a multiplicidade de ações que envolvem a assistência aos nossos usuários, clientes. Nessa perspectiva inclui: o projeto que se pretende, a capacidade de governança, as equipes interdisciplinares, a estrutura física e material, o financiamento, fluxos dentro da(s) rede(s), dependendo onde esteja, o processo de trabalho de todos os profissionais e também os específicos de cada profissão, com outras tantas especificidades técnicas, e por fim conseguir em meio a tudo isso construir grupos de trabalho, que produzam o cuidado integral , humanizado, digno.

Com essas inúmeras variáveis existe algo que considero importante relatar na minha trajetória de gestora de serviços de saúde. Devemos sempre ter um projeto, e este será o motivo das nossas intervenções, o usuários é o nosso epicentro, portanto, todos os esforços , todo o empenho deve ser para chegarmos nesse objetivo, é por ele(usuários) que existe o serviço, a estrutura, as equipes, o projeto, etc..

Com frequência observo que as gerências, os gestores, perdem-se nesse objetivo final, sendo capturado pelos interesses particulares dos profissionais que compõem a equipe, desvirtuam-se do projeto, penalizando as pessoas que mais precisam de nós, que precisam ser protegidas e acolhidas , uma vez que estão em posição muita assimétrica : doentes, com dor, desamparadas, muitas com condição social de grande vulnerabilidade.

Devemos lembrar o tempo todo que estamos nesse lugar, não é para ser amado por todos, uma vez que em alguns momentos teremos que interditar interesses particulares em detrimento ao interesse geral, e que isso gera enfretamentos, e comprometimento de alguns afetos. Esse amor que alguns gestores almejam de toda a equipe, não deve ser o projeto, se acontecer ótimo, mas em caso contrário, se contentem em serem amados, pela família, pelos amigos.... e justifiquem a missão de gerenciar/gerir o serviço de saúde."


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